Advogado de Pensão Alimentícia e Guarda em Maringá

Advogados especializados em Direito de Família, Sucessões e Empresarial em Maringá, PR.

Quando a separação afeta os filhos: o que precisa ser definido

A separação dos pais cria questões jurídicas que precisam de resposta clara: quem fica com os filhos, como funciona a convivência com o outro genitor, quanto é a pensão e como ela é atualizada. Essas decisões têm impacto direto na vida das crianças e podem gerar conflitos que se arrastam por anos quando não são bem estruturadas desde o início. O objetivo do acompanhamento jurídico especializado nessa área não é “ganhar” a disputa. É construir um arranjo que funcione na prática, que proteja os filhos e que minimize o desgaste para todos.

Pensão alimentícia: como o valor é definido

A lei não fixa um percentual. O juiz equilibra duas coisas: o que o filho precisa (escola, saúde, alimentação, moradia, lazer) e o que quem paga tem condição de pagar. Os 30% do salário de que muita gente ouve falar são uma referência comum, não uma regra. Por isso a prova faz diferença: de um lado, os comprovantes das despesas da criança; do outro, a renda real de quem paga, inclusive quando ela vem de trabalho informal ou de empresa própria.

Logo no início do processo é possível pedir alimentos provisórios, para que a criança não fique sem sustento enquanto a ação corre.

Revisão, cobrança e fim da pensão

O valor pode subir ou baixar quando a situação muda: perda de emprego, aumento de renda, uma nova despesa de saúde do filho. A mudança precisa ser pedida ao juiz. Parar de pagar ou pagar menos por conta própria gera dívida.

Quando a pensão atrasa, a cobrança pode seguir dois caminhos: a penhora de salário e bens ou, para as três últimas parcelas e as que vencerem durante o processo, o pedido de prisão civil do devedor. Também é possível protestar a dívida e incluir o nome do devedor nos cadastros de inadimplentes.

A pensão do filho não termina sozinha aos 18 anos. Para encerrar, é preciso pedir ao juiz, que avalia se o filho ainda depende do pai ou da mãe, por exemplo por estar cursando faculdade.

Guarda compartilhada e convivência

Desde 2014, a guarda compartilhada é a regra, mesmo sem acordo entre os pais. Ela não obriga o filho a morar metade do tempo em cada casa: significa que as decisões importantes da vida dele são tomadas pelos dois. A rotina de convivência (fins de semana, férias, datas especiais, viagens) é fixada à parte e, quanto mais detalhada, menos espaço sobra para conflito.

O que levar para o primeiro atendimento

Certidão de nascimento dos filhos, comprovantes das despesas deles (escola, plano de saúde, remédios, atividades), o que você souber sobre a renda do outro genitor e, se já existir, a decisão ou o acordo anterior. Atendemos em Maringá e por videoconferência para quem mora em outra cidade.

Se a guarda e a pensão fazem parte de uma separação, veja também como conduzimos o divórcio judicial e a dissolução de união estável.

Como o Coelho Neto atua em casos de guarda e pensão

Cada caso tem um contexto diferente: filhos em idades diferentes, rotinas distintas, questões de saúde, escola, distância geográfica entre os pais.

Uma solução que funciona para uma família pode não funcionar para outra.

O escritório analisa o caso com atenção a esses detalhes e orienta sobre as modalidades de guarda disponíveis, como funciona o cálculo da pensão, quais são os direitos de convivência de cada genitor e como formalizar tudo de forma que evite conflitos futuros.

Perguntas e Respostas

Perguntas frequentes sobre guarda, pensão e convivência em Maringá

Na guarda unilateral, o filho reside com um dos genitores, e o outro tem direito de visitas. Na guarda compartilhada que é a regra no Brasil desde 2014  ambos os genitores têm responsabilidade igual sobre as decisões da vida do filho, mesmo que ele resida principalmente com um deles.

O valor é calculado com base nas necessidades do filho e na capacidade financeira do genitor que paga. Não existe uma fórmula única o valor é negociado ou definido pelo juiz com base nesses dois parâmetros.

Sim. Quando há mudança significativa nas circunstâncias na renda do alimentante, nas necessidades do filho ou na rotina familiar é possível pedir a revisão judicial.

Na guarda compartilhada, não. Ambos os genitores continuam tendo igual responsabilidade sobre decisões de saúde, educação e bem-estar, independente de onde o filho reside.

O descumprimento da pensão pode resultar em desconto em folha de pagamento, bloqueio de bens e até prisão do devedor em casos de atraso recorrente.